domingo, 3 de janeiro de 2010

Pra que a ingratidão de um título? Que seja essa pergunta o mesmo.

Ah, toquei.
Toquei seus olhos, toquei sua boca, queria tocar sua alma.
Seu coração, que toquei por tantas vezes, não permitiu.
Por que o egoísmo?
Por que não se divide comigo?
És de todas as partes bela, tem o dom de ser o que eu quero.
E eu, pobre, só tenho o que escrevo.
Talvez amar em letras não seja tão prazeroso...
Creio que o amor em pele é mais feliz que em um papel.
Partilhe comigo, quero abrir mão, e alma, dessa tarefa de pôr as letras em ordem.
Isso cansa, estou enfastiado de amor a sós.
As palavras não fazem companhia e a noite não me esquenta.
Saiba, que o quê me nega, nem te pertence.
Isso!
O amor é posse do mundo, a Alma é posse do amor.
Você, pobre como eu, só tem de riqueza a beleza, e aquela que morre.
Mas, que digo?
Não quero dialogar com a ingratidão!
Tenho sono, tenho aqui amor e alma.
Que siga como quiser, mas te desejo amor.
Amor, Amor, Amor...
E partilhe comigo, se quizer...
Beleza, que mesmo que passageira, eu amo.
Menos que a sua alma, que assim como eu, vive a sós.

Presente.

Aqui estou eu, no meio do caminho.
Nada, prestes a ser tudo.
Atrás, só tenho o passado.
Afrente, avisto só o furuto.
Permaneço no Presente, tempo ingrato.
Nunca é louvado!
Só proferem as boas ou más do passado e a incerteza,
mas esperança, de glória do futuro.
Fica o Presente perdido no meio dessas duas etapas
e fico eu perdido no Presente.
Perdido estou , porque o Presente não me orienta.
Ele tem medo do Futuro, e incerteza do Passado.
Não tem jeito, não tem cura.
Eu quero o agora. Não quero lembrar, não quero antecipar o que esta por vir.
Só queria ser esta noite, só queria ser a música que estou ouvindo.
Mas sou gente, sou vida.
Tenho uma tarefa no mundo, e uma certeza na cabeça: Amar e fazer com Amor.
Vou dar, por mim, um Presente ao passado e um Presente ao Futuro:
Esquecer que ambos existem e dar um Presente a mim, e a minha alma: O Presente.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Para Olhos.

Olho.
Seja louvado esse órgão.
Talvez seja, do corpo humano, a melhor das criações.
A mais encantadora, a mais precisa, a mais admirável.
Não é de fato só um órgão, não é.
Prefiro acreditar que é uma extensão da alma,
sendo, porquanto, parte palpável e visível do que mais vale.
Vi por esse dias, belo par de Olhos.
E que par... valiam por mil!
Peguei-me então em um ato de inveja, Sim, inveja. Assumo!
Sou falho, plenamente falho.
E aqueles olhos despertaram em mim, vontade de serem meus,
talvez eles até quisessem, creio, mas me conti.
Os observei por mais alguns instantes e cheguei a conclusão
que melhor que tê-los, é admirálos.
Pra que um belo par de olhos no meio da cara?
Seria eu um eterno escravo dos espelhos quando quisesse vê-los!
Mas assim, soltos pelo mundo
posso em qualquer lugar, sem ajuda de nenhum objeto
olha-los, olha-los e quem sabe até comê-los.
Sim! Sim! Se sou capaz de invejá-los, fiquem sabendo que sou capaz
de devorá-los sem nenhuma cerimônia!
Calma, calma...
O que seriam de meus olhos, se eu ingerisse aquele par?
Certeza que se sentiriam tristes, privados de prazer.
Mas há outros no mundo, há outros...
Só tratem de me causar inveja.
Neste caso, estou disposto a ter este sentimento,
visto que ele não inclui o ódio pelo possuidor dos tais bens.
É apenas uma forma exaltada de admiração.
Uma forma equivocada, confesso.
Mas, menos equivocada, que a ousadia daqueles Olhos.

"...então é natal, e tem o funk também..."

Olá, em primeiro, como respeito muito quem me lê, peço desculpas pelo trocadilho infame do título. Mas ele me foi necessário para fazer jus ao que vem a seguir(confesso também que estou um tanto sem criatividade, mas é Natal, e isso deve ser relevado e minha pessoa perdoada...).
Bem, sem mais delongas. A questão é que fui comemorar o Natal na casa de um tio meu, bom tio por sinal(se tratando da minha família, isso é uma raridade). Estava então o povo bebendo cerveja(cadê o vinho?) e fazendo a festa estomacal na Ceia. Gosto do Natal, acho uma comemoração muito interessante e ... Acho que disso ninguém quer saber, vamos ao que interessa, pois: Pouco havia passado da meia-noite, todos se abraçando, "o amor no ar" e eis que vem da rua, como uma brisa furiosa do inferno o seguinte canto:"...bota com raiva, bota com raiva...", seguido de "...é o pente, é o pente, é o pente...". Tive que ir até a janela olhar o que se passava, claro; e eis que vejo um grupo de jovens, similares aqueles que estrelam os primeiros instantes de "2001:uma odisséia no espaço", pulando(ou dançando)e entoando em alto e bom tom seus hinos de (falta de)educação sexual.
Pois bem, a questão é: a falta de respeito dessas pessoas com as famílias que estavam em casa degustando sua Ceia e comemorando seu Natal. Não interessa se gostam de Natal, se gostam de pente, se gostam que botem com força, enfim. O fato é que tem de respeitar-se as pessoas que estão dentro de suas casas, com suas famílias, tendo bem provavelmente, a noite mais agradável do ano em assunto Família.
A falta de respeito pelo próximo esta chegando a um patamar tão revoltante, que é uma tarefa árdua a convivência no Rio de Janeiro.
Eu mesmo já dei minhas voltas em Bailes Funk's. Já fui e até vou de vez em quando. Porquanto, não estou condenando o estilo musical, mas sim a falta de respeito desses "cidadões". Imagina você em casa, degustando seu peru(sim, mais um trocadilho infame) ao som de "bota com raiva". É deprimente...
Claro, ainda tem a questão do volume altíssimo. Carros que mais parecem trios-elétricos! Não tem mais mala, não tem mais espaço interno! Tudo é ocupado por caixas de sons... Enfim, já estou perdendo o foco e acho melhor acabar por aqui.
Ah, que saudade da época que o Natal era ao som de Simone e de Jingle Bells... Eu era feliz e não sabia.
Papai Noel, faça o me favor, não presenteie os dito-cujos que citei no Natal do ano que vem. O máximo que eles merecem é um pente, e no meio da cara(pronto, fugi do espírito de natal, ficarei sem presente ano que vem também. Justo)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Da amizade, com amor.

O poeta inventou o amor, segundo sabemos
E como é ignorante o poeta
Ignorante, mas de bom coração
Tudo que queria era disseminar o bem através de algo imortal
Defino eu, ignorante, o poeta de tal forma por uma única questão
O poeta não inventou o amor, só deu novas palavras a uma luz chamada amizade
E o poeta, falho, pagou pela falta de criatividade iniciando sua invenção com o mesmo "am"
Juntando, nesse ato insólito, convenhamos, o amor e a amizade
"Am"or, sorte sua que existe o poeta
Poeta, sorte maior ainda a tua, de ser a "am"izade um bem do mundo, sem posse
Eu, como pobre que sou, dou graças ao poeta pelo amor
Dou graças a vida pela amizade
E descanso com a pergunta das madrugadas de paz
"A amizade, assim como o amor, é criação do poeta?"
Se assim for, me perdoe o poeta por julgá-lo ignorante
Pois, tal definição é justa a mim, que só vi que amor e amizade são as mesmas coisas,
quando pensei o que seria de mim sem essas duas glórias
Chorei então por perceber, que não seria poeta.